quarta-feira, 25 de junho de 2008

http://casesdesucesso.wordpress.com/2008/04/15/o-vendedor-do-passado-e-o-gestor-do-futuro/

Amigos do grupo 3

Pensando já no tema CONTATO do FUTURO, segue um link já para discutirmos antes da próxima palestra.
Achei muito interessante, mas vou continuar pesquisando.

Abs

CHRIS

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A internet vai atingir 10% do bolo publicitario até 2015?

Para esquentar a discussão, vamos apresentar alguns números da participação da internet no mercado publicitário no Brasil e no mundo. Segundo dados do projeto Inter-Meios, do jornal Meio & Mensagem, a participação da web no bolo publicitário brasileiro atingiu 2,8%, ou, em números absolutos, 507 milhões de reais, em 2007.
Apesar de ainda pequeno, esse número revela que o ritmo de crescimento do país é superior ao mundial. Um aumento de 45,7%, em relação a 2006. A previsão para este ano é que chegue a 3,5% dos investimentos totais do mercado publicitário, ou seja 712 milhões de reais.
No resto do mundo, não é diferente. A receita da publicidade online no mundo, em 2007, atingiu 21 bilhões de dólares, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Isso mostra que a internet foi a mídia que mais cresceu, superando a televisão por assinatura (20,6%), os jornais impressos (15,2%) e a TV aberta (8,7%). Apesar desse cenário otimista, você acredita que o bolo online publicitário brasileiro atingirá os 10% em sete anos? Ou considera que os percentuais ainda são tímidos e não chegaremos lá?

sábado, 21 de junho de 2008

Uma das melhores campanhas de Viral - Para Axe. com 2.6 milhões de views somente no youtube - lançado online em maio/2007

O Financial Times publicou uma relação com os 5 vídeos virais (com presença de marca) mais assistidos em 2007. A contagem foi feita apenas no Youtube.












ai os jovens começam a copiar:





até no friends foi parar:

Wall Street Journal. p/ Guaiacy.


Julia Duailibi
Tom Stoddart/Getty Images
Com a chinesa Wendi, 38 anos mais nova, Murdoch vive entre iates e viagens: ele aprendeu cedo a cortejar poderosos
Poucos empresários são tão controversos e beligerantes quanto o australiano Rupert Murdoch, dono da News Corp., o terceiro maior conglomerado de comunicações do mundo. Em 1996, Murdoch revolucionou a maneira de fazer televisão ao criar o canal de jornalismo americano Fox News, que, embalado por posições conservadoras e pela defesa intransigente do Partido Republicano, abocanhou audiência da então todo-poderosa CNN. Aos 77 anos, com um fôlego para os negócios que seus funcionários comparam ao de alguém "pronto para escalar o Monte Everest", o empresário continua a abrir novas frentes de batalha. Nos últimos meses, Murdoch comprou o tradicional Wall Street Journal e passou a mirar o New York Times, o jornal mais influente do mundo. Seu plano é dar ênfase a assuntos como política e internacional nas páginas do Wall Street Journal, a bíblia das finanças e dos negócios dos Estados Unidos. Nem começou a colher os primeiros resultados desse ousado plano, o incansável Murdoch se volta agora para uma tarefa ainda mais complicada: dominar a internet. Depois de comprar o site de relacionamento MySpace, que, uma vez em seu poder, se tornou o maior do mundo, e de ter disponibilizado num novo site, o Hulu, o conteúdo de alguns de seus canais de televisão, ele está em negociações com o Yahoo! para comprar a empresa. Concorre com a Microsoft, de Bill Gates, e com o Google. "Sei que preciso entender os novos tempos para não ficar para trás", costuma dizer Murdoch.
A diferença dessa batalha para as outras que ele já travou em sua extensa carreira é que, ao contrário do mundo da televisão e dos jornais, o empresário não conhece o terreno em que está pisando. Apenas 3% do faturamento de 30 bilhões de dólares da News Corp. vem da internet hoje (veja o quadro ao lado) – e o próprio Murdoch relata que a tarefa de se manter atualizado no mundo digital lhe demanda grande esforço, algo natural para alguém de uma geração tão distante da daqueles bem-sucedidos empresários do Vale do Silício. Isso não o intimida. Em sua mesa, Murdoch tem planilhas nas quais a circulação dos maiores jornais americanos só cai – 3,6%, apenas nos últimos seis meses – e a publicidade na internet aumenta. Trata-se de um mercado de 20 bilhões de dólares por ano. Por motivos óbvios, portanto, Murdoch não dá um passo nos negócios sem considerar seus possíveis desdobramentos na rede. Foi assim, afinal, com a recente aquisição do Wall Street Journal. Com 2 milhões de leitores diários, o empresário vislumbra no horizonte uma oportunidade de faturar na internet. Sua estratégia é oferecer mais conteúdo – de graça. Ele diz: "Só vai fazer dinheiro com a internet quem entender que as pessoas não esperam colocar a mão no bolso quando buscam informação on-line".
Num tempo em que os grandes conglomerados de comunicação começam a ser controlados por investidores, e não mais pelas famílias que lhes deram origem, Murdoch é uma espécie de último grande barão da imprensa. Poucos também tiveram sua imagem tão associada ao próprio império – ainda que as referências a ele sejam freqüentemente pouco lisonjeiras. Murdoch é lembrado, por exemplo, pelos tablóides sensacionalistas que comprou e para os quais, na juventude, costumava criar os títulos de próprio punho. É conhecido também por dar aos repórteres de alguns de seus jornais a missão de investigar a vida de seus inimigos. Por essas e outras, serviu de inspiração para um personagem no seriado americano Os Simpsons. Nome: "Rupert Murdoch, o bilionário tirano". Chama atenção o fato de ser tão conhecido nos Estados Unidos, país para onde transferiu a sede de seu império há menos de quatro anos, apesar de ser naturalizado americano desde a década de 80. Hoje, Murdoch está alojado no 8º andar de um elegante prédio em Manhattan, onde dá asas a excentricidades como dispor de três salas para receber suas visitas, cada qual destinada a um tipo de negócio: jornal, cinema ou televisão. Em breve haverá uma para a internet.
Antes disso, Murdoch comandava seu império da cidade de Adelaide, na Austrália. É de lá o primeiro jornal que dirigiu, o Adelaide News, que herdou do pai. Chegou às suas mãos falido e logo se tornou o maior da cidade, embalado por uma fórmula que ele repetiria mais tarde em vários de seus jornais: páginas repletas de violência, sexo e celebridades, algo que seus adversários temem ver estampado no tradicional Wall Street Journal. Murdoch ironiza: "Ninguém verá mulher pelada. Só se elas tiverem MBA". Ele tinha 22 anos quando assumiu seu primeiro jornal. Foi na juventude também que estudou economia, filosofia e política, na universidade inglesa de Oxford. Nesse tempo, tinha um busto de Lenin em casa e era mais conhecido como "Red Rupert" (o Rupert vermelho). Nada que faça lembrar o empresário que, hoje, preza tanto viajar em seu avião particular, um 737, quanto zarpar da costa de Saint-Tropez a bordo de seu iate. Com seis filhos e dez netos, ele casou-se pela terceira vez em 1999, com uma executiva chinesa 38 anos mais nova, funcionária de sua empresa. Com a mulher e as duas filhas mais novas, de 4 e 6 anos, ele mora numa das coberturas mais caras de Man-hattan. O mesmo vigor e a mesma capacidade de renovação Murdoch demonstra à frente de seus negócios: "Vou viver pelo menos mais vinte anos. Tenho tempo de sobra para dominar a internet".
Postado por Artigos às 11:20 AM
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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Adolescentes lêem menos revistas e passam mais tempo online.

Adolescentes e pre adolescentes americanos estao lendo menos revistas e passando mais tempo online ou vendo TV. É o que diz uma pesquisa da Youth Trends. O percentual dos teens (13 a 17 anos) que leram uma revista nos ultimos 30 dias caiu de 65% para 63% em 1 ano. Entre os tweens (8 a 12 anos) a queda foi de 52% no ano passado para 48% na pesquisa atual. Por outro lado, os adolescentes aumentaram o tempo online - eram 10,7 horas em media por semana há 1 ano, agora sao 12,5 horas semanais. Os pre adolescentes que passavam 5,2 horas na internet por semana, estao agora dedicando 6,5 horas semanais à web. O consumo de TV também aumentou, mas a variaçao foi pequena. Ainda de acordo com a pesquisa, 73% dos adolescentes têm celulares, contra 65% há 1 ano. Leia mais sobre o estudo na MediaWeek. Outras sobre numeros da internet leia aqui.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

e-code | Comunica�o & Tecnologia: Viral da semana: Blindness e Saramago

e-code | Comunica�o & Tecnologia: Viral da semana: Blindness e Saramago

Submarino Verde.


Em virtude do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Submarino alterou sua home: cor verde por todos os lados e novas categorias como “economia de energia”, “produtos ecológicos” e “produtos verdes”.
A iniciativa faz parte de uma parceria com a WWF, já que uma parte das vendas do site no dia de hoje será doada a ONG. Uma ação simples, pertinente e simpática.

Viral da Daniella Sarayba, onde a Taco Bell, uma cadeia de fast food mexicana, inclui nas fotos que vc tira o seu logo e as disponibiliza p/ donwload.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Conheça o jornal do futuro.


Qual o tempo de vida de um meio de comunicação? Os clássicos jornais impressos têm 200 anos de história e, como a velhice um dia perturba, experimentam, aos poucos, a decadência frente outras mídias. Em sua maioria, as novas gerações pouco os procuram, como comprovam pesquisas. Jovens preferem provar o virtual e eletrônico frente à tinta no papel, panorama que contribui para a queda mundial na circulação dos periódicos, há anos. Sendo assim, quanto tempo ainda têm de vida? Embora a pergunta seja enigmática, há quem arrisque. E o palpite vem de quem escreve para o próprio meio: "o jornal impresso ainda tem uma sobrevida de 20 ou 30 anos", diz jornalista Ethevaldo Siqueira, do jornal "O Estado de S.Paulo".A conclusão não foi ao acaso. Deu-se em conversa com outros jornalistas experientes e especializados em informação na era digital, durante o NAB Show, em Las Vegas. O motivo, segundo aponta o texto, é a incapacidade do jornal em competir com a rapidez do rádio, TV e internet. Tornaria-se redundante, portanto. Segundo escreve Ethevaldo, o grupo imagina ser possível que, em 2015, boa parte dos jornais já tenha migrado para a Internet. Até 2030, a expectativa é que o impresso mude seu papel na mídia,antes de desaparecer. Não será necessariamente um meio de massa, mas poderá ser consumido por segmentos especializados. Apesar do contexto, o jornalista lembra que não será a Internet responsável pela morte do jornal, "embora deva impor-lhe reformulações profundas".O jornal em 2020As mudanças apontadas tomam por base o espelho da Web. A principal delas é passar de produto físico a virtual, de acordo com o jornalista. Até a publicidade foi listada. A previsão é de que os anúncios saiam da tradicionalidade e assemelhem-se mais com os modelos de pagamento sob visualização dos leitores, ou seja, links patrocinados. Mobilidade e colaboração entre leitor e jornalistas, ao estilo Wikipedia, também foram listados. Do ponto de vista do conteúdo, a dica é evoluir do foco predominantemente noticioso e partir para análises mais complexas.

Estratégias para planejar uma boa apresentação em power point.


Qualquer pessoa que precise fazer apresentações, palestras ou treinamentos como meio de trabalho, estando inclusos ai a maioria dos professores, precisa conhecer algumas regras de “etiqueta” para apresentações. Essas regras determinam algumas linhas de comportamento e planejamento, necessários para que a sua apresentação seja agradável para as pessoas que precisam assistir a sua palestra ou aula, seja por obrigação ou curiosidade. Para começar, considero muito importante conhecer alguns tipos especiais de apresentações, que fazem sucesso fora dos meios empresariais, mas que começam a ganhar espaço dentro das empresas e instituições de ensino. O principal objetivo delas e evitar a síndrome do “death by powerpoint” ou em tradução livre; morto pelo PowerPoint.
Dentre essas regras destaco duas delas, que já foram tema de artigo aqui no Blog:
Regra do 10-20-30: Conjunto de normas desenvolidas por Guy Kawasaki, com o objetivo de melhorar as apresentações em PowerPoint. A regra é bem simples, o número 10 corresponde ao número máximo de slides em uma apresentação. O número 20 é o tempo máximo em minutos que você tem para apresentar, e o 30 é o tamanho mínimo das fontes na apresentação.
Pecha-Kucha: Aqui temos um modelo de apresentação mais restrito, que é conhecido como modelo do 20 por 20. Cada apresentação deve ter 20 slides, sendo apresentados em 20 segundos. Assim o total da apresentação é de 6 min e 40 segundos. Tudo é fixo, inclusive o avanço dos slides é configurado automaticamente. Para o sucesso do modelo, as perguntas sobre a apresentação devem ser realizadas apenas no final.
Como você pode perceber, o primeiro modelo é mais flexível, impondo limites máximos. No segundo, as apresentações devem ter números fixos! Assim podemos planejar com eficiência o tempo, para apresentações em grupo isso é fantástico. Acredito que todos já ficaram presos a apresentações intermináveis, que não explicavam nada e fugiam do controle.
Esse tipo de atraso é prejudicial em ambientes acadêmicos e coorporativos. Para empresas é até pior, pois resulta em perda de produtividade.
Por esse motivo que muitas empresas estão treinando seus funcionários, para que os mesmos façam apresentações seguindo regras, como a do 10-20-30 ou então o modelo Pecha-Kucha.
Repare que a única dica sobre design de slides vem da primeira regra, sendo que o ponto em comum de ambos os modelos é a gestão do tempo e objetividade da apresentação. Lembre que o foco de uma apresentação em PowerPoint ou Impress é servir como apoio para a oratória, seja objetivo e claro na exposição das idéias, usando apenas o tempo necessário.
Assim as suas apresentações podem ser consideradas um sucesso, e ninguém vai reclamar dizendo que morreu de tédio.

A mídia jornal em um novo tempo. p/ Cyro

Lendo alguns textos encontrei a seguinte frase: “A música vai bem, o CD vai mal.” Penso este ser um dos primeiros sinais do que vai pautar as novas mídias em um futuro bem próximo, customização é a palavra. Teremos um consumidor exigente e individual, ele quer adquirir absolutamente o foco do seu desejo. No que tange ao mercado da música, o cliente não quer mais comprar um CD de 25 musicas das quais ele gosta de 03, por exemplo. Ele hoje já compra as músicas que ele quer, baixa no seu ipod e pronto, pagou por aquilo que ele realmente quis, customizou seu desejo, sua compra.
Penso que o mesmo acontecerá com a informação. O leitor mais jovem, hoje, já lê aquilo o que quer pela internet, busca seus sites, orkut, MSN, Blog’s, tudo o que leva ao individualismo (se é bom ou ruim é uma outra discussão), esse leitor no futuro não mais admitirá sair de sua casa e ir comprar um calhamaço de papel com uma gama enorme de informações e ler 30 a 40% daquelas informações, as que realmente lhe interessam. Na sua lógica, ele deseja vir a usar uma tecnologia emergente de papel digital (a qual já existe nos dias de hoje) ou um hardware leve, especial para leitura, com mínimo de conectividade (por exemplo, enviar textos interessantes) para ler confortavelmente no sofá ou na cama, em formato aproximado do A4 ou talvez menor, a qual ele poderia alugar ou assinar, com isso poderia muito bem manter atual o jornal, separando e catalogando artigos do meu interesse mas de uma maneira mais moderna. Você poderia muito bem através dessa tecnologia, fazer o download das notícias nacionais, internacionais e variedades, em troca de alguma propaganda em anexo, e poderia dispensar o obituário ou a seção de classificados, caso nada queira comprar e ler naquela folha de “papel” digital as “suas” noticias. Tal jornal obrigatoriamente seria mais barato, pois sem papel e sem logística os custos seriam bem menores, não haveria a necessidade de Parques Gráficos, estoques de tinta, armazéns de bobinas de papel jornal seriam abolidos, árvores preservadas, pois a responsabilidade social e a consciência ecológica ganharão mais espaço do que hoje já possuem. Seu conteudo deverá ser visto com mais atenção do que a dispensada hoje, pois o leitor não mais estará comprando o Jornal mas sim a informação que deseja de maneira objetiva.
Vamos falar naquela que hoje é a principal fonte de recursos dos veículos de mídia. Neste novo contexto acredito que haverá ainda espaço para a publicidade e para a propaganda mas não mais para os banner’s, super banner’s, pop’s ou sky’s (exceto para publicidade legal e informes) como conhecemos hoje, mas de algo bem mais interativo, com apelo cultural, promocional, de entretenimento, com games ou até mesmo algum instrumental de busca onde o leitor poderia teclar como exemplo “restaurantes italianos no Rio” e prontamente pareceria um rol de sugestões daquele “Jornal”, que ali estariam a disposição, ao lado das matérias de cunho gastronômico no mais puro estilo Google.
O modelo de negócio dos veículos estaria então baseado sim em um novo estilo de publicidade interativa, participativa, também estaria baseado nas “assinaturas” das placas de donwload manuseadas pelo leitor, nas parcerias em eventos culturais e esportivos, nos anúncios legais e de cunho informativo, na venda dos seus direitos jornalisticos, e principalmente com uma redução concreta nos seus custos operacionais e principalmente na mudança da missão da empresa que deixaria de ser a entrega de informação para a disponibilização das informações, cujo aproveitamento ficaria a cago do novo leitor.

Game Coca Zero


Post rápido sobre o novo hotsite da Coca-Cola Zero. Um projeto realmente perfeito. Sem erros, sem perda de qualidade em vista do prazo, com uma super equipe envolvida. Com certeza um dos melhores websites de 2008 até o momento.
Desenvolvido pela premiadíssima agência North Kingdon.
Enfim, um super trabalho, uma super finalização. Perfeito, vale apena analizar e tomar por base para se fazer projetos melhores e melhores. E para quem quer ver mais sobre o projeto, eis o blog de Robert - Robert Lindström e quem quiser ver o projeto Coca-Cola Zero.

e-paper's


Entre o jornal do futuro e o futuro do jornal

As novas gerações quase não lêem jornais. A tiragem mundial dos periódicos cai continuamente há mais de 20 anos. É possível que, antes de 2030, a maioria dos jornais já tenha migrado para a internet. No futuro, toda informação tende a ser eletrônica ou virtual. O período de transição, que já começamos a viver, deverá ser conturbado sob todos os aspectos.Eis aí algumas das conclusões de um debate de que participei com um grupo de cinco jornalistas, profissionais experientes, especializados em comunicações e tecnologias digitais - durante o NAB Show, em Las Vegas, há 10 dias. Motivados por uma excelente palestra de Alvin Toffler, resolvemos debater algumas de suas idéias sobre o jornal do futuro, mas livremente, sem qualquer pretensão científica. Na verdade, quebramos um tabu, o de que a mídia não discute seus problemas nem seu futuro.Em nosso consenso, o jornal impresso ainda tem uma sobrevida de 20 ou 30 anos, não necessariamente como meio de comunicação de massa, mas como veículo destinado a públicos específicos, de segmento ou de nicho, voltado para a análise, a reflexão e o debate de grandes temas. No meio do processo de transição, por volta de 2015, boa parcela dos jornais de grande público já deverá estar sendo impressa em papel eletrônico ou em vias de tornar-se totalmente virtual. Por sua natureza industrial, o jornal impresso de hoje não pode competir, em velocidade, com a informação eletrônica e virtual, do rádio, da TV, das novas redes sem fio e, em especial, da internet.Nem haveria sentido em repetir, no dia seguinte, tudo que o cidadão já ouviu no rádio, viu na TV e leu na internet. O espaço em que jornal continua imbatível é o da análise e da interpretação competente dos fatos, de suas causas e conseqüências. Recordemos que, ao longo do século 20, o jornal sobreviveu ante a chegada de dois grandes concorrentes: o rádio e a televisão. O terceiro e maior desafio veio nos anos 1990, com a internet, que representa ao mesmo tempo uma forte ameaça e uma incrível oportunidade. É bom lembrar, no entanto, que o rádio não matou o jornal, a TV não matou o rádio e, com certeza, a internet não irá matar o jornal, embora deva impor-lhe reformulações profundas.O jornal de 2020Que reformulações serão essas? Por volta de 2020, o jornal virtual do futuro deverá ter consolidado sete mudanças fundamentais:1) passar de produto físico a virtual;2) evoluir de conteúdo predominante noticioso para o de análises, reflexões e discussões de grandes temas;3) concentrar-se mais na defesa de valores éticos e sociais do que de posições político-ideológicas;4) elevar sempre os padrões de qualidade de todos os conteúdos e de credibilidade das informações;5) evoluir do modelo de negócio baseado na publicidade tradicional, para um novo tipo de publicidade, mais próximo do estilo do Google; 6) estimular a participação colaborativa do leitor, em particular de especialistas de alto nível, como na Wikipédia;7) estar disponível, de forma ubíqua, em qualquer computador, laptop, celular, iPod e outros dispositivos portáteis.Convergência Do ponto de vista tecnológico, todos os meios de comunicação - jornal, revista, rádio, TV, podcast, blog ou a internet - convergem. Conseqüentemente, não há mais sentido em tratá-los como se fossem setores ou segmentos autônomos, estanques ou separados. A fusão de mídias é total, como resultado do processo de digitalização da voz, que reduz tudo a bits: sons, dados, textos, imagens e vídeo. E mais: todas as formas de comunicação já adotam o protocolo IP da internet.Graças a essa convergência, mesmo num país emergente como Brasil, fazemos hoje coisas que eram simplesmente impensáveis em 1990, como acessar, a qualquer instante, de nosso desktop ou laptop, os maiores jornais ou revistas do Brasil e do mundo, emissoras de rádio ou de TV, bancos de dados, enciclopédias, sites de universidades ou do Vaticano. E, com a mobilidade do celular e de outras redes sem fio, já começamos a dispor desse jornalismo eletrônico nascente, que nos traz informação, opiniões e entretenimento anytime, anywhere. Como negar a realidade e o impacto da convergência de mídias?Quando leio a massa de bobagens e agressões gratuitas contidas na maioria dos comentários postados em blogs e sites de relacionamento, fico mais cético com relação aos resultados práticos da interatividade que os novos meios começam a proporcionar ao grande público.Mesmo a contribuição dos “repórteres virtuais” ou prossumers (cidadãos produtores e consumidores ao mesmo tempo, no conceito de Alvin Toffler) não é das melhores. Assim, em muitos casos, a interatividade do jornal do futuro, pelo menos inicialmente, pode ser um retrocesso.Por fim, uma advertência minha e de meus colegas do NAB Show: não temos nenhuma garantia de que todas essas coisas venham, realmente, a acontecer, pois, como dizia Arthur C. Clarke, com sua fina ironia, é muito difícil fazer previsões confiáveis. Especialmente sobre o futuro.* Jornalista especializado em Tecnologia da Informação e Telecomunicações, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da Rádio Eldorado de São Paulo.* Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 27/04/2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Jornal do futuro tem futuro?

Se os jornais morrerem, não será por falta de tecnologia. A prova disso está na nova edição digital do San Jose Mercury News, da Califórnia.
Há uns bons anos há várias edições palatáveis de jornais diários na web, que mostram as páginas tais e quais saíram em papel, inclusive com anúncios. Ficar dando zoom para ler um jornal inteiro por dia na web é uma chatice, mas quebra um galhão para uma consulta rápida ou quando se está à distância.
O Mercury News inova pela rapidez do HTML na apresentação das páginas, na variedade de opções – modo gráfico ou texto puro – colocadas lado a lado das páginas que reproduzem o design do papel. Dá, inclusive para ler tudo da maneira convencional, com os zooms de sempre – como se faz no Globo já há um tempão.
Também dá para ver uma página só ou duas, uma sequência de thumbnails, seguir por índice ou busca avançada – inclusive folhear a edição, como também se faz já há bastante tempo. A tecnologia, da Tecnavia, é sólida.
A pergunta é: será que as pessoas vão querer ler jornais assim no futuro? Ou vão preferir ler e comentar notícias na web em outros formatos, sem qualquer referência a papel ou a edições diárias de qualquer título?
Acho que a tendência é o ciclo de notícias 24 horas por dia. Não deixo nunca de dar uma olhada diária no Wall Street Journal, que assino na web. Mas 90% do que leio é material do dia, que não saiu no papel.
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Comentários a nota acima:
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Cara Sandra, Gostei muito das colocacoes sobre esse tema. Sem detalhar muito , nos fazemos o Globo Digital que voce comentou , entre outros ... uns 50 Jornais aproximadamente , e voce tem razao , estamos no Brasil com uma boa dianteira em relacao a esse tema. O que nos acreditamos eh que ha grande oportunidade nos modelos emergentes de experiencia com o usuario digital , e se relacionam com Realidade Aumentada. A Metafora de Flip , como nos chamamos , eh uma as possibildiades de Realidade Aumentada , e que acreditamos sera uma tendencia. Fizemos recentemente uma experiencia em laboratorio de uma versao 3D , que traz sencacoes e recurssos bem legais,,, Abraco. - Sergio@ideaValley.com.br - CEO
Postado por Sergio Cabral Cavalcanti - 30/05/2008 - 12:01
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Sandra, o JB já utiliza tecnologia similar. Veja aqui: http://ee.jornaldobrasil.com.br/reader/default.asp?cp=1 Acho que tem futuro sim.
Postado por Carlos Augusto Gomes - 28/05/2008 - 11:19
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Também leio mais notícias novas do que anteriores. Cerca de 60%. Mas gostaria mesmo de ter um hardware leve, especial para leitura, com mínimo de conectividade (por exemplo, enviar textos interessantes) para ler confortavelmente no sofá ou na cama, separando e catalogando artigos do meu interesse. Tal jornal obrigatoriamente seria mais barato, pois sem papel e sem logística. Esse, meu jornal ideal. Grata. Thereza
Postado por Thereza Whitaker - 27/05/2008 - 08:44
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Palestra de quinta (videos) 06.



Palestra de quinta (videos) 05.



sexta-feira, 13 de junho de 2008

'Surto' no escritorio era mesmo 1 viral - feito para o filme 'Wanted

O video de um homem surtando no escritorio e atirando monitores de computador no meio da sala, anterior aqui, é mesmo um viral. Segundo o Adland foi lançado para promover o filme 'Wanted', com Angelina Jolie, Morgan Freeman e James McAvoy. Estreia no dia 27 e conta a historia de um homem que troca a vida entediante no trabalho por uma sociedade secreta na qual desenvolve seus poderes, transformando-se num misto de heroi e vingador. O diretor Timur Bekmambetov, nascido na Uniao Soviética, admitiu em seu blog que o 'surto' é um viral - e ri da facilidade com que 'o Ocidente' foi enganado pelo video. O blog Cinematic questiona a estrategia de Bekmambetov - diz que o viral é tao mal relacionado ao filme que teria que divulgar que o diretor precisou expor a relaçao entre as duas coisas em seu blog.


Pipoca estourando com celulares: Novo Viral circulando na internet.

Pipoca feita com celular, mais um viral revelado veja o video14:44 Os videos no YouTube de grupos de amigos usando os celulares para fazer pipoca, anterior aqui, sao realmente fake. Sao uma campanha viral para a Cardo Systems, que fabrica acessorios de celular (fones de ouvido) com tecnologia Bluetooth. A ligaçao dos videos com o anunciante foi revelada num novo clipe no YouTube - clique na imagem abaixo para ver. Qual a relaçao entre a pipoca estourando, os celulares e os acessórios do anunciante? "Imagino que a piada seja - se vc usar o produto deles seu cérebro nao será fritado pelo celular", brinca o Web Scout, blog do Los Angeles Times.

Veja: http://br.youtube.com/watch?v=k4VwKHrit6s

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Publicidade ganha debate e previsões na era digital

"O consumidor não está mais somente na TV, mas sim em outras mídias em busca de conteúdo". Foi com esse discurso que o presidente da Unica, Roberto Eckersdorff, abriu o primeiro Mídia C@fé, realizado nesta terça-feira, na Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro. O evento trouxe profissionais da área de mídia de várias agências de propaganda e clientes globais para debater tendências da publicidade interativa na era digital. O comportamento do consumidor neste contexto também recebeu relevância na discussão e o resultado foram previsões e críticas sobre a comunicação como um todo.Patrícia Barbieri foi uma delas a arriscar. A diretora de Mídia da LOreal Brasil é contundente ao afirmar a necessidade de real integração nas agências, não apenas no discurso. "As agências tradicionais estão ficando para trás. Falta a Mídia trabalhar diretamente com a Criação, principalmente na área online". As críticas não se restringem apenas à estratégia interna. Patrícia cobra maior impacto das mensagens junto ao consumidor. "Vejo muita coisa na Internet e me pergunto qual o real objetivo daquilo. Precisamos falar de igual para igual com nosso público. Devemos focar melhor e entender o consumidor para ser mais eficaz", completa.O digital ganhou abrangência e incluiu a classe C como importante ponto no debate. Os convidados, em sua grande maioria, confirmaram a definitiva entrada deste público como consumidor de tecnologia e, conseqüentemente, da propaganda veiculada nestes meios. Ou seja, a convergência das mídias tem oferecido novas possibilidades para a mira das agências. "Temos que utilizar os variados meios para chegar a esse público. A classe C tem o mesmo interesse e conhecimento que A e B e está acessando cada vez mais a Internet e antenada nas ferramentas de tecnologia", diz Adriana Knackfuss, responsável pela Mídia Online da Coca-Cola.Avanço para o digitalO maior acesso dos usuários a outras mídias já é inclusive anunciado por pesquisas. Dados comprovam que o consumo de audiência se dispersa cada vez mais. Em 2007, segundo o Ibope, entre os meses de janeiro e outubro, a queda média de audiência da TV aberta foi de um ponto. Os investimentos também começam a migrar para o virtual. De acordo com relatório publicado pelo Projeto Inter-Meios, referente ao primeiro semestre do ano, o montante publicitário aplicado na Web cresceu 40% em comparação com 2006. Já a publicidade na TV aberta, registrou queda de 6,2%.Ainda no cenário digital, o celular foi apontado como um dos principais aliados neste processo de convergência. Na opinião de Flávio Cordeiro, sócio da Binder/FC +M, o meio é um dos que melhor traduz a revolução pela qual a mídia passa atualmente. "Estamos saindo do conceito de broadcasting e entrando no modelo multicasting". Em linhas gerais, isso quer dizer que, sobretudo, haverá mais possibilidade de interatividade com o consumidor, ao contrário do modelo adotado pela comunicação tradicional como TV ou rádio. É a presença também do conteúdo colaborativo em relação direta com os clientes e a publicidade.A chegada da TV digital também foi ressaltada pelos profissionais. Entretanto, a maioria mostrou incerteza quanto às possibilidades que o novo meio tem a proporcionar. "Ainda não sabemos muita coisa. A tal interatividade e outras opções serão conhecidas daqui a um bom tempo", prevê a diretora de Mídia da NBS, Erica Campbell.A reação do mídiaO futuro da atividade do profissional de Mídia não escapou da conversa. Foi unânime a opinião dos debatedores sobre a revisão de conceitos e idéias diante das novidades propostas pela tecnologia. "Se o mídia não reagir, está fadado à era glacial. A comunicação integrada não perdoa quem não se atualiza nos processos de comunicação", endossou o sócio da Binder. Há planos de expandir o Mídia C@fé para outras capitais do país. Segundo a Unica, organizadora do evento, o próximo deve acontecer em São Paulo, em janeiro de 2008.
Marcelo Gripa - Especial do Rio de Janeiro